XVI Seminário Nacional de Milho Safrinha: CATI/CDRS marca presença com 150 extensionistas e parceria na realização

Comissão Organizadora, com o secretário-executivo da SAA, Chiquinho Maturro, o coordenador da CATI, Alexandre Grassi, e o assessor da SAA, Orlan


Realizado entre os dias 22 e 25/11, em sistema híbrido - abertura presencial para autoridades e ciclo de palestras on-line -, o Seminário, considerado como maior evento do segmento, foi organizado pelo Instituto Agronômico (IAC)/ SAA e pelo Centro de Desenvolvimento do Vale Paranapanema (CDVALE), contando com parceria da CATI e outras entidades, públicas e privadas.

O mês de novembro, no qual a Secretaria de Agricultura e Abastecimento celebra seus 130 anos, marca também o retorno da realização do Seminário Nacional de Milho Safrinha ao Estado de São Paulo, onde foi idealizada e organizada a primeira edição no município de Assis, que também sediou o evento em 2021.  

Com o slogan “Três décadas de inovações: avanços e desafios”, a XVI edição abordou os entraves técnicos e as novas tecnologias do milho safrinha, contemplando também informações sobre a cultura da soja no sistema de produção, haja vista que o milho safrinha é cultivado sem irrigação, em sucessão de culturas, quase sempre depois da soja.

Focando em sua missão de promover o desenvolvimento rural sustentável, atuando na divulgação de conhecimento e inovações nas principais cadeias produtivas paulistas, a CATI, além de parceira na realização do evento, participou com grupo de 150 técnicos de todo o Estado de São Paulo, os quais serão multiplicadores de novas tecnologias de produção de milho safrinha - principal modalidade de cultivo de milho no Brasil -, que abrange uma área de 15 milhões de hectares. No cenário mundial, o país é terceiro maior produtor e exportador mundial desse segmento. Em São Paulo, são 500 mil hectares plantados com safrinha, o que corresponde à metade de toda a área cultivada com milho no âmbito paulista.

“Investir na capacitação contínua de nossos técnicos é um dos pontos-chave para a efetividade das nossas ações voltadas aos produtores rurais, com a difusão de novas tecnologias de produção e gestão das cadeias produtivas de São Paulo. É essencial aprimorar o conhecimento técnico em eventos de caráter nacional, que permitem uma vasta troca de experiência e contato com tecnologias de ponta. Por isso, viabilizamos a participação no Seminário desse grande número de extensionistas de todas as regiões paulistas e do nosso Departamento de Sementes, Mudas e Matrizes (DSMM)”, explica Alexandre Manzoni Grassi, coordenador da CATI, que participou da cerimônia de abertura - a qual contou com a presença do secretário-executivo de Agricultura e Abastecimento Francisco Maturro -, exaltando a integração da pesquisa, da extensão rural, das entidades públicas e da iniciativa privada, para o desenvolvimento em conjunto do milho safrinha em São Paulo e no Brasil.

Temas diversos foram abordados nos Painéis do Seminário


Diretor do DSMM, Gerson Cazentini, que representou a CATI junto com os engenheiros agrônomos Paulo Leão (CATI Regional Orlândia) e Sandro Parise (Casa da Agricultura de Cândido Mota/CATI Regional Assis) na comissão organizadora, coordenada pelo pesquisador científico Aildson Pereira Duarte, do IAC, o evento foi muito importante, pois, além de toda parte técnica da produção, apresentou os principais avanços e desafios para o aumento da produtividade e lucratividade da cultura no Brasil. “Atualmente, São Paulo produz apenas 20% do que consome, por isso, é fundamental investir no aumento da produção e da produtividade nas áreas instaladas. Sendo assim, a participação efetiva da CATI em eventos como este Seminário possibilita que, tanto o corpo técnico do DSMM - que há décadas atua na geração de tecnologia, produção e comercialização de sementes de milho  - como os extensionistas das Casas da Agricultura, multipliquem o conhecimento adquirido para os produtores rurais, dando o suporte técnico para que possam aumentar a produção e a produtividade de suas lavouras, bem como aprimorar a gestão de seu negócio, municiando-os não apenas com informações técnicas, mas de mercado”, avalia o engenheiro agrônomo, destacando a importância do apoio da CATI ao evento, facilitando a articulação com os produtores rurais, principalmente os pequenos, seu público estratégico de atuação.

De acordo com Sandro Parise, dados estatísticos atestam que o milho safrinha se tornou a modalidade de cultivo mais importante da cultura no Brasil, em uma evolução que se deve a diversos fatores. “O desenvolvimento de novas tecnologias de produção, as quais possibilitaram a antecipação de sua época de plantio, já semeando o milho em fevereiro, após as culturas de verão, é um desses fatores. Em São Paulo, esse cultivo teve início no Vale do Paranapanema (que engloba as Regionais da CATI de Assis, Ourinhos e Presidente Prudente), coincidindo com a semeadura da soja mais cedo e o uso de cultivares de ciclo mais rápido, também favorecendo essa expansão do milho safrinha. Dada essa evolução e o desenvolvimento desse sistema de produção, em anos de condições climáticas favoráveis, verificamos áreas de produtividade acima de sete toneladas por hectares, onde nota-se, ano a ano, a adoção crescente de tecnologias pelos agricultores, explica Sandro Parise, da Casa da Agricultura de Cândido Mota.

Sandro destaca, ainda, o apoio da CATI na condução de ensaios em campos de avaliação de cultivares realizados pelo IAC, há mais de duas décadas, em diferentes localidades paulistas, cujos eventos e capacitações realizados pelas Casas da Agricultura contribuíram decisivamente para difusão de conhecimento, que resultou na adoção de tecnologia e inovações pelos produtores, bem como trazendo as demandas dos produtores aos pesquisadores, os quais puderam ter um direcionamento prático dos estudos. “Esse trabalho de articulação da extensão rural com a pesquisa foi fundamental para o aumento da produção, produtividade e área plantada com milho safrinha em São Paulo, com estímulo ao cultivo pelo Sistema de Plantio Direto na Palha, que é sustentável do ponto de vista ambiental, pois contribui para conservação do solo e da água”.

O coordenador da CATI, Alexandre Manzoni Grassi, fala na abertura do Seminário

 

DSMM/CATI/SAA: sementes de milho com qualidade genética e preço acessível para os produtores rurais paulistas

O DSMM é a unidade da CATI que há décadas atua na geração de tecnologia, produção e comercialização de sementes de milho, como instrumento de extensão rural, disponibilizando sementes com qualidade e preços acessíveis, principalmente aos agricultores familiares.

“Estamos em plena comercialização de sementes de milho do tipo variedade, o qual possui cultivares adaptadas às necessidades dos produtores. Por exemplo, temos o AL Piratininga, para o produtor de silagem para alimentação de bovinos; o CATIVERDE 2, para o produtor de milho verde; o AL Avaré, para o produtor de milho de paiol ou uso alimentação de animais domésticos (galinhas e porcos); e o AL Bianco, para produção de canjica. Ou seja, temos cultivares para todos os usos dos produtores, com preços de mercado acessíveis: saco de 20kg, por R$150; saco de 5kg, a R$ 40”, informa Gerson Cazentini, ressaltando que a cultivar AL Paraguaçu é o último lançamento. “É uma cultivar com maior teto produtivo, com inserção de folhas eretas, boa tolerância ao acamamento e resistência às principais doenças foliares. Ela foi desenvolvida com as tecnologias mais modernas, em área de produção orgânica, por isso é altamente adaptada a esse tipo de cultivo. E está disponível nas versões orgânica e convencional, com preço comercial de R$ 160 o saco de 20kg; e R$40 o saco de 5kg. 

Milho AL Paraguaçu


Para ver a lista com sementes e mudas, os servidos oferecidos, bem como os endereços e contatos das unidades onde podem ser adquiridas, acesse: www.cdrs.sp.gov.br. Encomendas e informações também podem ser feitas pelo WhatsApp (19) 99790-8824.

Programação

Durante os quatro dias de evento, o ciclo de palestras abordou temas abrangentes, debatidos em painéis.

  • Impacto da safrinha e perspectivas do mercado de milho no Brasil.
  • Painel I - Novas fronteiras para o milho safrinha: do inimaginável à realidade.
  • Painel II - Milho safrinha no sistema de produção e plantabilidade.
  • Painel III -  Ecofisiologia e construção do perfil do solo.
  • Painel IV - Tecnologias em perspectiva.
  • Painel V - Produtos biológicos: avaliação dos benefícios.  
  • Painel VI - Enfezamento e viroses.
  • Sessão de pôsteres - fitotecnia, solos e nutrição de plantas, fitossanidade.

 

Cleusa Pinheiro – Jornalista Centro de Comunicação Rural (Cecor)/CATI/SAA – cleusa.pinheiro@sp.gov.br